"A verdade é que você sente que não tem nenhuma proteção, nem jurídica, nem humana, e que está entregue ao arbítrio. Que na Igreja não funciona nem a lei divina – que
eles interpretam como querem –, nem a lei humana, que eles não aceitam. É o arbítrio do príncipe, que é o papa que quer assim, do cardeal que quer assim. Os nossos dois cardeais do Brasil quiseram participar de todo jeito, e o cardeal Ratzinger negou: "Absolutamente". Então eles foram ao papa e o papa fez o jogo salomônico: "O tribunal terá duas partes, na primeira só o Ratzinger com o Boff e na segunda só os cardeais". Então me submeti àquele diálogo de uma hora e meia e houve uma pausa para o café. E o curioso é que foi naquela sala enorme, o cafezinho lá no canto e os funcionários correndo pra me pedir autógrafo e o cardeal furioso: "Ele é condenado, ele é condenado!" (risos)"
eles interpretam como querem –, nem a lei humana, que eles não aceitam. É o arbítrio do príncipe, que é o papa que quer assim, do cardeal que quer assim. Os nossos dois cardeais do Brasil quiseram participar de todo jeito, e o cardeal Ratzinger negou: "Absolutamente". Então eles foram ao papa e o papa fez o jogo salomônico: "O tribunal terá duas partes, na primeira só o Ratzinger com o Boff e na segunda só os cardeais". Então me submeti àquele diálogo de uma hora e meia e houve uma pausa para o café. E o curioso é que foi naquela sala enorme, o cafezinho lá no canto e os funcionários correndo pra me pedir autógrafo e o cardeal furioso: "Ele é condenado, ele é condenado!" (risos)"Entrevista de Leonardo Boff - Revista Caros Amigos
"Quando fui chamado ao Vaticano, por causa das minhas ideias sobre a Teoria da Libertação, Ratzinger mandou-me entrar no seu gabinete, mandou que me sentasse na cadeira onde já haviam sofrido semelhante interrogatório GALILEU GALILEI, e GIORDANO BRUNO, nos tempos da antecessora da Congregação para a Fé e doutrina, que foi a SANTA INQUISIÇÂO, para referir só dois dos mais conhecidos , e depois de me ter feito um interrogatório prolongado, decidiu-se por uma punição severìssima, ordenando-me o silêncio, a abstenção de escrever, falar em público e viajar". (Leonardo Boff)

