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domingo, março 18, 2007

JOGO CRISTÃO

Do mesmo naipe, eu e você!
Jogamos, blefamos, trucamos pra ver!
Cartas na mesa, cartas na manga, trocadas na infância
Canastra inteira pescada no monte do Rei sem coração!
Um ás, um valete, pelo sim, pelo não
Pôquer? Porque? Apanhei e bati
Não ganhei, não!
Do mesmo naipe, do mesmo número,
Cartas marcadas, eu e você
Espadas e Copas, facas e copos
Paciência na mão.
Do mesmo naipe, eu e você!
Trancas abertas, coringas que caem
"Embaralham a minha visão"
Perdemos o jogo, ganhamos no tempo
Embaralhamos memórias
Parceiros de jogo, palavras e beijos
que já dura encarnações.
Rainha dos vícios: não bebo, não jogo, nem desatino
Sorte no jogo, do azar eu não digo,
Lembra, que as cartas não mentem jamais?
Nós dois? Nós dois mentimos.
Mas, até a partida, jogamos em paz.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Who's Your Daddy?

Contou que penteava o cabelo pra trás por causa do Elvis!
Lembrar disso, me deixa com um "sorriso-de-dia-inteiro"!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Algumas Caraminholas

Autorizou e eu peguei do blog dele! Porque? Achei lindo!
Achei tão: "Like a bridge over trouble water, I will lay me down."
Brigadão, Marcos!


"PORQUE A ÁGUA BATE E É PRECISO NADAR. DIGO: VIVER"

"Não desista - eu lhe peço. É pra você que eu peço: não desista. Eu, mais do que peço. Eu imploro. É pra você que eu imploro: não desista. Porque, em desistindo, você impinge também em mim a desistência. Quereria te dizer assim: bem baixinho, com a boca encostada em teus ouvidos: eu te amo. Amo você, que eu conheço e amo. Amo você, que eu nem sequer conheço e amo. A descrença tornaria, de um todo, tudo tão mais simples. Tudo tão mais fácil. O fardo da existência seria, de um todo, tanto mais leve quanto em mim houvesse o dom da indiferença. Mas quando eu nasci, involuntariamente, me foi dado isto: amar. Não me pergunte nem como nem o por quê. Não saberei explicar. Juro por Deus. Não sei nem a mim. Na simplicidade máxima em que posso me ancorar, na muleta mais segura em que possa me escorar, acredito que isso de amar não necessite de explicações. Necessite, sim, de coragem. E isto: coragem, eu não a possuo por inerecência. Me foi dada. Ao contrário do medo, que me é inerente. Também sou triste, angustiado, desesperançado - às vezes. Mas por uma espécie balsâmica de um desígnio que involuntária e irremissivelmente me faz dar braçadas nas águas da coragem (que eu repito, insisto, reafirmo: me é dada, sem a permissão da recusa), tenho a danação de acreditar acreditar acreditar. E também porque talvez você precise de algo mais substantivo, mais sustentável, e porque não me sinto capaz de lhe dar com as minhas próprias palavras, reproduzo aqui um trecho de Clarice Lispector - que eu também amo: "Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar. Posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar não acaba. Amar eu posso até a hora de morrer. É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera ".
Não desista. É pra mim que eu peço. Uma prece. Que eu aprenderei. E a ti, rogarei. Digo: rezarei." Marcos Pardim