Acontecem uns lances na vida ... fazem a gente entrar numas e deixar outras pra lá!Mas, as coisas são engraçadas nessa vida .. tem horas que vc surta (tá certo! Eu surto! Sei, sei!) e não consegue entender as coisas mais simples ... Pira na batatinha e vai por caminhos tortos ... Tenho dito muitas vezes pra amiga Lokura (e talvez pra minha própria insanidade): o jogo é jogado.
Lembrei de um texto do Rubem Alves, em que ele compara os relacionamentos com esportes: tênis e frescobol. Diz ele, pelo que eu entendi, que quando vc namora, ama, ou tem um relacionamento saudável, vc joga frescobol: a sua intenção é passar a bola direitinho pra mão do outro jogador, e ficar ali, naquela brincadeira gostosa, na beira do mar ...
Já quando vc casa (não são todos, eu sei!), ou vive um relacionamento ruim, vc joga é tênis mesmo. Seu objetivo é ganhar, é vencer o oponente, jogar a bola longe do alcance, dificultar, é ser o Guga da história ... e de preferência na França!Não me identifico com nenhum dos dois!
Desculpa aí, Rubão: nem tênis, nem frescobol. Na minha singela opinião, os relacionamentos, sejam eles do tipo que forem (família, amigos, amores), seriam melhores comparados com o basquete! Tá, tá! Os meus, pelo menos! Basquete, sim! De preferência quando a gente joga só com duas pessoas, um “contra” um (reparem nas aspas do contra!), numa cesta só, meia quadra, no suor e calor da partida. Vc joga com quem sabe jogar, quem sabe tratar da bola, que fica marcando em cima, mas que sabe a hora de te deixar jogar. Vc ataca, vc defende, num espaço mínimo, em qualquer lugar ... tudo na paz, sem violência, só com tentativas (e conseguidas) ousadas de roubar a bola, evitar que se faça a cesta, ou, do contrário, de ficar com a bola e fazer a cesta. O importante mesmo é que alguém faça a cesta! Sinceramente, eu me emociono a cada ponto. Seja meu ou não. Emociono é com a beleza do "esporte".Aprecio os desafios, as dificuldades, a conquista. Também gosto de ver "picando" a bola e de brincar de leve com ela. Uma partida mano a mano, ali, num embate direto, num confronto aberto ... sem deixar de pensar no meu próprio objetivo e no objetivo do outro: a cesta. Aí que tá o surpreendente: a mesma cesta! Cara, tem que ter que o mesmo objetivo! Planeja-se a conquista do mesmo alvo. UAU!Conhecer o outro jogador, que não é necessariamente seu oponente (é apenas o outro jogador) facilita e muito o jogo. O conhecimento mútuo. A energia. A emoção. Cá entre nós, o “corpo a corpo” é ma-ra-vi-lho-so, né?Quase todo mundo pensa em questões para além disso, que o verdadeiro amor tem que ser “medieval”, envolvendo tranças, torres, castelos ... não .. Nada de "heroísmos" pra mim ... Cansei de imaginar que quando a gente ama, se enamora (acho lindo isso: enamora! ui! ui!), tem que baixar a guarda e entregar os pontos ... NÃO! Sonoro e retumbante não! Descobri, depois de longas e curtas partidas, que a vitória está no jogo em si ... o resultado, de preferência, que nunca apareça .. que a “disputa” seja eterna. De forma alguma isso quer dizer o velho chavão "que o importante é competir"! Não .. a partida é que tem que durar pra sempre. Nem é uma competição, entende? É jogo! E o jogo é jogado! Deve ser bem jogado, De forma limpa e justa. Bem e sempre jogado. Numa partida inteiramente eterna.Acha doente isso? Nénão ... Geralmente ali tem emoção, é visceral, todo o teu corpo e a tua mente estão voltados pro jogo! Depois, esporte é uma prática saudável!Meu pai, nas suas críticas pra qualquer esporte sempre solta: “o bom jogador joga pro time e não pra torcida”. Tá certo o Pops! No basquete “mano a mano”, vc é time e sua própria torcida, ali é vc, ninguém mais ... A bola tá contigo! Vale o teu reflexo, a tua inteligência, a tua previsão, o teu jogo de corpo, a tua resistência .. porque nessa partida de basquete vc não passa a bola ... Vc fica com ela. Não tira os olhos da bola e do outro jogador. Cabe apenas a você ... Vc é teu time, vc é tua torcida! Digo de novo: Lokura, o jogo é jogado!O gosto emocionante é ter cada ponto bem disputado.Cada história. Cada marca. Todos os movimentos. É deixar se perder, ou perder um cadinho, de vez em quando, pra ficar um resultado próximo, mas não muito. É sempre jogar pra ganhar .. com respeito, coerência, esperteza e paixão!Jogar intimidado, intimidando e intimamente.Sem nunca esquecer, pelo amor de Deus, que jogo é jogo e treino é treino, né?Lokura, minha amiga querida: o jogo é definitivamente, eternamente, sempre jogado!
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terça-feira, abril 10, 2007
sábado, março 10, 2007
" Da janela vê-se o Corcovado, O Redentor, que lindo! "

A "Pequena" agora tinha inventado essa moda "ir passar o carnaval na Bahia". Era o segundo ano que ia. Tudo bem, que ela era Balzaca crescida, dona de seu próprio negócio (do nariz ainda era sócia com os pais), porém, o tamanho e a inocência dela, nesses tumultos, sempre me deixavam preocupada.
E, a guriazinha é metida, viu! Já me preocupava desde o tempo da faculdade, depois e sempre! Recentemente tomou juízo, e no seu cartório não tem culpas.
Me liga hoje, pra me contar do carnaval!
- Fê, se eu te contar quem sentou do meu lado, no avião, na volta de Salvador, tu não vais acreditar?
- Fábio Junior ? - eu sou fã do cara, gente, pra mim seria o máximo.
- Não, né, Fê! Advinha, anda?
Minha imaginação não anda lá essa coisas. O judiciário está atormentando as minhas idéias. Então, logo arrematei:
- A ministra Ellen Gracie foi passar o Carnaval na Bahia????
- Claro que não, Fernanda! Imagina! Caetano Veloso, sentou do meu lado no avião. Uma gracinha! Pediu amendoim e me contou que estava na Bahia desde dezembro!
Ai, ai! A Tabeleoa gostava de Janis Joplin, nunca foi lá chegada em MPB!
- Não acredito! Puxa! A última vez que eu andei de avião só (?) o Antônio Fagundes sentou do meu lado! Caetano é beleza pura!
- Pois é! Uma gracinha ele! Conversou um monte comigo! Quando chegamos no aeroporto do Rio de Janeiro, antes de descer, eu olhando pela janela, ele disse " É mesmo lindo, né?". Fui obrigada a concordar com ele. Me calei naquele meu famoso discurso das balas perdidas! Achei melhor, né Fê?
- Tabeleoa!!! Vc escutou no pé do ouvido, de Caetano Veloso "É lindo" ... Uau! Que mais ele disse?
- Só conversamos amenidades! Tanto ele quanto eu estavamos lendo a revista Veja.
Eu e ela mudamos de assunto. Revista Veja! Aham, sei, sei!
Fica confirmada a teoria do Júlio. Ele dizia que eu só encontrava famoso em aeroporto lendo a revista Veja. Parece que não é só eu. Ou, será que todo mundo lê a revista Veja em aeroportos, sendo esta a verdadeira razão da crise da aviação nacional?
Vendo ou não vendo, de todo o jeito: Caetano Veloso "É lindo" É o que há! - Beleza Pura!"
E, a guriazinha é metida, viu! Já me preocupava desde o tempo da faculdade, depois e sempre! Recentemente tomou juízo, e no seu cartório não tem culpas.
Me liga hoje, pra me contar do carnaval!
- Fê, se eu te contar quem sentou do meu lado, no avião, na volta de Salvador, tu não vais acreditar?
- Fábio Junior ? - eu sou fã do cara, gente, pra mim seria o máximo.
- Não, né, Fê! Advinha, anda?
Minha imaginação não anda lá essa coisas. O judiciário está atormentando as minhas idéias. Então, logo arrematei:
- A ministra Ellen Gracie foi passar o Carnaval na Bahia????
- Claro que não, Fernanda! Imagina! Caetano Veloso, sentou do meu lado no avião. Uma gracinha! Pediu amendoim e me contou que estava na Bahia desde dezembro!
Ai, ai! A Tabeleoa gostava de Janis Joplin, nunca foi lá chegada em MPB!
- Não acredito! Puxa! A última vez que eu andei de avião só (?) o Antônio Fagundes sentou do meu lado! Caetano é beleza pura!
- Pois é! Uma gracinha ele! Conversou um monte comigo! Quando chegamos no aeroporto do Rio de Janeiro, antes de descer, eu olhando pela janela, ele disse " É mesmo lindo, né?". Fui obrigada a concordar com ele. Me calei naquele meu famoso discurso das balas perdidas! Achei melhor, né Fê?
- Tabeleoa!!! Vc escutou no pé do ouvido, de Caetano Veloso "É lindo" ... Uau! Que mais ele disse?
- Só conversamos amenidades! Tanto ele quanto eu estavamos lendo a revista Veja.
Eu e ela mudamos de assunto. Revista Veja! Aham, sei, sei!
Fica confirmada a teoria do Júlio. Ele dizia que eu só encontrava famoso em aeroporto lendo a revista Veja. Parece que não é só eu. Ou, será que todo mundo lê a revista Veja em aeroportos, sendo esta a verdadeira razão da crise da aviação nacional?
Vendo ou não vendo, de todo o jeito: Caetano Veloso "É lindo" É o que há! - Beleza Pura!"
Euzinha, se fosse ela, no final ainda emendava em Tom Jobin, e dava um h no Caetano:
"E eu que era triste, descrente desse mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade, meu amor"
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade, meu amor"
quinta-feira, novembro 09, 2006
INTENSIDADE

A intensidade que eu dou para as coisas é incrível. É incrível. Nada consegue ser cinza. Ou é preto, ou é branco. De preferência preto no branco (advogadas, humpht!). Nada consegue ser sazonal, experimental, superficial. Vôo rasante. “Mergulhativo”. "Insandecido". Queria alcançar o meio termo. A média. É O movimento do pêndulo. Ou é 8, ou é 88 (meu pai que diz 88, bem tipifica o exagero provindo da genética). Tem gente que acha bom, acredita? Acha o excesso uma benção. “Se a vida te dá um limão, faça uma limonada”, dizem. O caramba! Não é fácil ser extremo, viver na borda, estar sempre mergulhando, metendo o nariz, mergulhando de cabeça, insistir até o fim, ou desistir logo de cara. Fácil nada! É um lance Cazuza demais pro meu gosto. “Dez anos a mil, do que mil anos a dez”. “Vida louca, vida breve”. Ou é gelo sibérico, ou calor senegalesco. Ou é furacão, ou é moinho estático. No final, analisando bem ... é até um exagero as minhas considerações sobre o exagero ... o que me torna exagerada ao extremo de qualquer jeito!
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